A Europa Central: uma incrível surpresa!

E aí galera!! 

Aqui estamos nós, super empolgados para falar de mais um roteiro incrível, acabamos de voltar de uma viagem fascinante e cheia de surpresas. Foram 20 dias viajando por 5 países maravilhosos: as tradicionais Alemanha e Áustria, mas também Hungria, República Tcheca e Polônia – e esta parte da Europa, em geral menos conhecida pelos brasileiros, nos surpreendeu muito!

Cada cidade trazia uma parte muito importante da história do mundo, seja com suas destrutivas guerras, com a evolução e tecnologias à frente do seu tempo, como casa de grandes artistas, gênios e heróis ou ainda cercadas de lendas e histórias encantadoras. Tivemos até tempo para praticar uns esportes radicais pelo caminho. 

Muitos amigos já haviam falado da Europa Central como um grande roteiro de viagem, mas acabávamos sempre optando por roteiros mais clichês (que é o que grande parte dos turistas brasileiros acaba optando, como Itália, França, Inglaterra …), e confessamos que nos arrependemos de não ter ido antes! 

Além de lindo, com inúmeras atrações e paisagens, o custo da viagem considerando todas as comodidades que pudemos nos dar ao luxo, como estar em hospedagens super confortáveis, comer em bons restaurantes e visitar diversas cidades e atrações, foi bem reduzido se comparado a outros destinos. 

Baseado nesta viagem, montamos um roteiro de 17 dias. É mais que o suficiente para as 5 cidades que visitamos, apesar de que acabamos ficando mais dias em um dos destinos (Praga), pois estávamos visitando alguns amigos e adaptamos um pouco alguns detalhes de acordo com a experiência que tivemos. Podemos considerar que esta foi uma viagem bem tranquila, conseguimos fazer tudo sem correria, aproveitando também para descansar, afinal, estávamos de férias! 

 Então vamos falar no seguinte roteiro: 

Budapeste (4 dias) > Viena (2 dias) > Praga (4 dias) > Cracóvia (3 dias) > Berlim (4 dias)

ROTEIRO E DICAS:

Nós saímos de Lisboa e chegamos em Budapeste, o valor da passagem de ida foi 21 euros com a RayanAir e volta 31 euros pela Wizz (ambas com uma bagagem inclusa) para cada um. Caso você venha do Brasil, as passagens para a Europa Central partindo do Brasil são um tanto quanto salgadas, por isso, você pode optar por comprar uma passagem para outro destino (Lisboa, Porto, Barcelona, etc. que custam em média R$3.000 ) e comprar uma passagem low cost para o destino. 

Budapeste (4 DIAS) 

Foi a nossa primeira boa surpresa! Budapeste é uma cidade majestosa, com enormes construções, é uma cidade ampla, organizada, muito limpa e receptiva. Chegamos no dia 24 de dezembro, o que é bom por um lado, as feirinhas de Natal estavam montadas e a cidade estava incrivelmente iluminada (o que naturalmente ela já é) e enfeitada. O lado negativo é que do dia 24 (após o meio dia) até o dia 26 é feriado, então muitas coisas estavam fechadas (mas já tínhamos nos programado quanto à isso), é sempre bom conferir esses detalhes. 

Chegamos após o almoço e descemos a Rua Utca, principal via comercial da cidade, muito bonita e com todas as lojas que se possa imaginar, os preços eram convidativos. Em Budapeste a moeda é o forint (1 euro equivale a 330 forints, enquanto 1 real vale 70 forints), não se perca nas contas! Se você tem um cartão de conta virtual ou europeia vale sacar diretamente em um ATM, onde a conversão geralmente é melhor que nas casas de câmbio, mas também é possível encontrar boas taxas nas casas de câmbio local para trocar euros ou dólares por forints. Na Hungria em geral, os valores de hospedagem e alimentação são menores (pagamos 7 euros na diária do hostel, quarto com 6 camas. Aliás, indicamos muito o hostel 2B, pela localização principalmente). 

O que mais nos chamou a atenção em Budapeste foram as paisagens, tanto diurnas quanto noturnas, então não perca o pôr do sol na Citadella e no Bastião dos Pescadores, e se aguardar um pouco terá a linda vista noturna da cidade, com o Parlamento e suas lindas pontes iluminados. 

Outra atração imperdível é o complexo do Castelo de Buda, um bairro muito agradável para um passeio e com uma vista de tirar o fôlego (a subida até lá também!), nele se encontra a  Igreja de Mathias (lindíssima!) e o Bastião dos Pescadores. 

Não deixe de ir no Bairro Judeu, possui uma história que precisa ser conhecida e lembrada, além disso tem uma bela arquitetura, visitar a Grande Sinagoga traz a oportunidade de contato com outra cultura. Neste bairro indicamos um restaurante maravilhoso para provar a comida típica e com um excelente preço, chamado Gettó Gulyás (peça o chá gelado típico deles!).

Falando em comida, não deixe de comer o lángos, comida típica húngara. Um dos melhores lugares (e também muito barato) para provar se chama Retró Lángos Büfé (peça o da casa, um absurdo espetáculo de sabores, haha). Se também estiver afim de provar uma bebida típica, não deixe de conhecer também a Palinka, um tipo de “cachaça” húngara, mas cuidado, ela é perigosa! haha

Como em boa parte da Europa, Budapeste conta com belos parques e áreas verdes, adorados pelos moradores que praticam esportes e se divertem no meio da cidade, mas em contato com a natureza. Na cidade, não deixa de visitar o Parque Városliget com o belo castelo de Vajdahunyad e, logo ao lado, conhecer a Praça dos Heróis – um ótimo lugar para finalizar um dia de passeio. 

Viena (2 dias)

Viajar pela Europa costuma ser muito barato utilizando os ônibus. Uma das maiores empresas de ônibus é a FlixBus, mas em alguns países da Europa Central você pode contar também com a RegioJet (que tem até chocolate quente free). Como são distâncias curtas, perde-se menos tempo e é mais simples que de avião, ou ainda se for uma viagem mais longa, vale pegar um ônibus noturno, economizando na hospedagem e não se perde um dia viajando. De Budapeste a Viena são um pouco mais de 3h. 

Viena é uma cidade extremamente glamourosa e chique, conhecida como a cidade dos músicos. É a capital da música erudita, berço de Mozart, Beethoven, Haydn, entre outros gênios da música. Por séculos foi a casa da realeza Austro-Húngara, com castelos grandiosos e imensas coleções de jóias e louças de ouro, prata e pedras preciosas. 

A cidade é cercada de museus e exposições, principalmente de arte e música. Como nossa praia é mais voltada para história e gostamos de visitas ao ar livre (e a grana estava curta, em geral o museus são caros em Viena – 15 a 25 euros) visitamos apenas o Palácio de Hofburg, que conta com a exposição da famosa Princesa Sissi, louças da realeza e quartos imperiais. 

O melhor de Viena é andar pelas ruas e admirar suas belas edificações. Não deixe de visitar a Ópera de Viena (você pode até assistir uma apresentação, os valores variam de 5 à 100 euros, depende da apresentação, lugares, datas e horários), a Rathaus que é a atual prefeitura, a praça Maria Thereza e, é claro, a grandiosa St. Stephen’s Catedral, uma das mais belas da Europa.

A Áustria também é muito conhecida pelos seus maravilhosos castelos, e em Viena não é diferente. Os principais são o grandioso Palácio de Schönbrunn (comparado ao famoso castelo de Versailles, na França), e o Palácio de Belvedere, muito próximo à região central da cidade e também com belos jardins.

Das cidades que colocamos neste roteiro, Viena é o destino mais caro, tanto na hospedagem, quanto alimentação. Para ajudar na economia, indicamos o Hostel Do Step Inn Central, com ótimas instalações, bons preços e localização próxima aos transportes públicos. 

Para comer petiscos e experimentar diferentes cozinhas, você pode visitar o Naschmarkt. Mas, falando em comída típica austríaca, indicamos fortemente um restaurante chamado Soosser – o atendimento é muito bom, os pratos tem um preço justo e são deliciosos. No quesito comida, não deixe também de provar a kasekrainer, uma linguiça típica recheada com queijo.

Eeeee é claro que tem parque: fomos no Prater, o parque mais bonito, interativo, e completo que já vimos na Europa. Dentro dele tem um parque de diversões enorme (com atrações para crianças e adultos), quadras esportivas, pistas de skate, campo de golf, áreas de caminhada, ciclismo, canoagem, hipódromo, entre outras mil coisas divertidas que se pode imaginar! 

Praga (4 dias) 

Praga faz você se sentir no período medieval, que cidade gracinha! Seu centro histórico é belíssimo, possui o maior castelo do mundo (sim, são um total de 70mil m²) é a cidade mais visitada da Europa Central (o que particularmente não achamos muito atrativo, pois está sempre muito cheia, mas faz parte né?! também somos turistas). A moeda é a coroa tcheca, 1 euro equivale a 25 coroas e 1 real equivale a 5,40 coroas, então novamente não se perca, são tantas moedas diferentes!

Um dos nossos programas prediletos era parar em um bar e tomar uns bons canecos de cerveja. Sim, a República Tcheca é o maior consumidor de cerveja do mundo, o que faz com que seja quase impossível encontrar alguma cerveja ruim por lá! Além de incrivelmente baratas (não é difícil encontrar bares próximos ao centro com caneco 500ml por 1 euro – se pagar mais que 1,50 euros, está caro! haha). Prove também o absinto (não é gostoso, nem barato, já adianto, mas é uma experiência interessante), e para isso indicamos o bar Absintherie, especializado só nesta bebida. 

A culinária tcheca nos chamou bastante atenção. Temos alguns lugares em particular que ganharam nosso coração, como os restaurantes U Magistra Kelly, o Tlustá myš, o Svetozor (“bandejão” com comida típica e muito barata, cerca de 4 euros o menu). Não deixe de provar os sanduíches típicos tchecos (chlebíčky) no Ovocny Svetozor e, no Good Food, o melhor Trdelnik (massa doce assada, com recheios) de Praga. 

Ok! Mas e os pontos turísticos? Ah, são muitos… você não pode deixar de ir no castelo, onde você paga um passe único de 14 euros e pode visitar a incrível catedral de São Vito (com os vitrais mais lindos que já vimos), a Golden Lane, que retrata as diferentes épocas e moradores do castelo e o museu do castelo, mostrando a estrutura e importantes áreas de governança. 

Saindo do castelo, nas redondezas temos o Muro de John Lenon, feito em homenagem à paz e ao amor, a famosa Ponte de Carlos e atravessando-a o centro histórico com a Old Town Square, que abriga o mais antigo (e um dos únicos) relógios astronômicos (do período medieval), e a igreja de São Nicolau. 

Outra surpresa que tivemos durante nossa visita foi encontrar uma história heróica de resistência que conhecemos por lá! A “Operação Antropóide”, que foi uma ação de resistência Tchecoslovaca contra o regime nazista, matando um dos principais braços de Hitler em Praga. Vale visitar a igreja de St. Cyril and Methodius que conta essa incrível história e conhecer a cripta onde 7 heróis lutaram contra mais de 800 soldados nazistas por mais de 6 horas.

Além disso, Praga foi especial para nós, pois visitamos dois queridos amigos que moram lá, inclusive ficamos hospedados na casa deles. Passamos o Reveillon e tivemos guias particulares, somos muito gratos Rafa e Jana! Foi muito especial estar com vocês! 

Esquiando em Praga

Não, calma aí! Em Praga não tem estação de esqui, mas próximo da região várias, então aproveitamos para fazer um pouco de atividade física (e que atividade!). Além disso, a República Tcheca é um dos lugares mais baratos da Europa para se esquiar, isso conta muito!

Diversas empresas fazem excursões de esqui que saem de Praga e fazem um bate-volta para estas estações, nós fomos com a CitySki (http://www.cityski.cz/) e foi muito legal! 

Pagamos, por pessoa, 36 euros de deslocamento + o passe para o dia todo na estação chamada Klínovec e alugamos nossos equipamentos lá mesmo, por cerca de 17 euros com tudo que era necessário. Ainda era possível contratar aulas pelo valor de 20 euros (2h), muito indicado para iniciantes! haha

Fizemos nossas marmitas de sanduíches para não perder tempo, mas na estação tem restaurantes com ótimos preços, no final do dia tomamos uma sopinha quente por lá. Foi muito divertido e valeu a pena reservar um dia para essa experiência! Ou melhor, um dia e meio, porque no outro dia foi um pouco difícil acordar e andar, aprendemos todas as partes do corpo que poderiam ficar doloridas. 

Cracóvia (3 dias)

De Praga até a Cracóvia são pouco mais de 7h de ônibus, é o trajeto mais longo da viagem. Por isso, uma opção que foi o que fizemos foi pegar o ônibus noturno, não perdemos um dia todo em deslocamento e economizamos a hospedagem daquela noite. 

Ah, Cracóvia, meu amor! Muito suspeitos para falar, a Cracóvia é simplesmente inacreditável! Linda, organizada, cheia de pessoas gentis e educadas, guarda tantas histórias e lendas que é de se encantar! Sem falar que foi o destino mais barato da viagem! 

Pegamos em 2 dias um Free Tour, foi muito importante, pois a história está em cada cantinho que muitas coisas passam despercebidas. No primeiro dia, fizemos o tour que contava a história e cultura dos judeus, pois no outro dia iríamos para Auschwitz e queríamos aprender antes. O Free Tour saiu às 10h30min da praça central e percorreu o antigo bairro judeu, sinagogas, a Praça dos Heróis e o gueto dos judeus, finalizando às 14h. Pagamos cerca de 7 euros cada um para o guia (lembrando que você pode pagar o quanto achar justo). 

Depois, vale a pena ir na Fábrica de Schindler, que conta não apenas a história famosa do filme, mas toda história da Cracóvia desde o final da Primeira Guerra Mundial até o final da Segunda Guerra Mundial. É um dos museus mais bem cuidados, bonitos, interativos, criativos e interessantes que já fomos, portanto reserve uma boa parte da tarde para ele. 

No segundo dia fomos até Auschwitz, que contamos mais à frente. No terceiro dia, fizemos outro Free Tour, dessa vez pela “Cidade Velha” de Cracóvia. Foi muito especial, pois abordaram particularidades como os costumes do povo, o que é importante para os poloneses e como cada monumento e construção fazia parte disso tudo. Passamos pela praça do mercado (a principal), pela universidade, as igrejas principais, o castelo de Wawel e sua catedral, e pelo dragão que cospe fogo (lenda da cidade). Nós fizemos no período da tarde, pois pela manhã estava chovendo, mas indicamos fazer de manhã para de tarde terem tempo de retornar ao Castelo e entrarem na catedral, nos museus subterrâneos e no mercado, pois o tour acaba passando apenas pela frente ou rapidamente. 

E a comida? Não nos esqueceríamos dela! MARAVILHOSA, comemos muito bem e gastando muito pouco. Indicamos os restaurantes:

  • Camelot Café: peça o menu de café chamado Szakszuka, custa 6 euros e é incrível!
  • Milkbar Tomasa: os Milkbars são conhecidos como restaurantes típicos e com bons preços, sempre que achar um, entre! Comam o Pierogi, típico polonês, uma massinha com diferentes recheios, pode ser cozida ou assada, custa menos de 4 euros o prato!
  • Gospoda Koko: tem vários pratos típicos a preços acessíveis e as sopas são deliciosas, principalmente a de tomate. A cerveja é barata e boa;
  • Pod Okrąglakiem: você pode experimentar as famosas Zapiekanki, um tipo de pizza, custa entre 1,50 e 2,50 euros, é gigante e delicioso. Fica na Plac Nowy;
  • Nowa Prowincja: um café, não muito barato, mas onde encontra-se um dos melhores chocolates-quentes que você vai tomar na sua vida.  

Para a hospedagem, optamos por um alugar um apartamento. O valor foi ótimo, 20 euros por noite para o casal. Indicamos muito o Primero Apartaments (locamos pelo booking.com), é próximo ao centro e à estação, super confortável e bem localizado, fizemos tudo a pé.  

A moeda de Polônia é o zloty, que tem um valor muito próximo ao real, com 1 euro você compra cerca de 4,25 zlotys. Você troca euro por zlotys facilmente nas casas de câmbio na própria estação ou no centro. Ande sempre com dinheiro, muitos lugares não aceitam cartão, diferente dos outros locais onde pagamos quase tudo no cartão (temos cartão virtual de conta europeia, falamos sobre isso no nosso Instagram). 

Visitando Auschwitz

Próximo a Cracóvia, fica a cidade de Oświęcim que abrigou, durante um dos períodos mais sombrios da humanidade, os campos de concentração e extermínio de Auschwitz I, II e III. 

Você pode ir até lá de 2 formas: uma é contratando uma empresa com tours específicos, na cidade existem inúmeras que organizam excursões para os campos, o valor é de cerca 30 euros por pessoa e inclui o transporte (fica à 1h30min de Cracóvia) e um guia para abordar todos os pontos da visita.

A entrada nos campos não tem custo nenhum, só tem horários restritos caso você não vá com um grupo ou guias, e você precisa agendar previamente pelo site oficial (http://auschwitz.org/en/visiting/).

A outra opção, que foi a que escolhemos, é ir por conta própria. Pegamos um ônibus (na verdade são vans) na estação central (MDA), custou 6 euros ida e volta (por pessoa) e agendamos um tour com um guia oficial do campo pelo mesmo site oficial (antecipadamente) pelo valor de 14 euros (por pessoa). Assim, economizamos 20 euros o casal, e o ônibus deixa na entrada do museu e parte da entrada também. Compramos lanches no mercado para poupar tempo e dinheiro, mas no local existem cafés e restaurantes. 

Foi uma das experiências mais profundas e transtornantes das nossas vidas, é incrível ver a que ponto a humanidade pode chegar. Deveria ser uma oportunidade que todos deveriam ter, para entender o que aconteceu, lembrar e nunca mais deixar que aconteça. 

A visita é nos 2 primeiros campos, começando por Auschwitz I, onde tem o museu e várias salas contando a história e trazendo provas de tudo que se passou, com um modelo de como eram as câmaras de gás. O guia acompanha e através de fones ele vai narrando tudo. As visitas são em diversas línguas, em português são dias e horários bem limitados, o mais comum é espanhol e inglês. Depois, pegamos um ônibus gratuito que leva até o campo Auschwitz II, o maior e mais apavorante, pelo tamanho e objetivo: foi um campo construído apenas para o extermínio em massa. Lá, você pode visitar um ambiente onde ficavam as vítimas e ver as ruínas da câmaras de gás que foram parcialmente destruídas pelos próprios nazistas como uma forma de acabar com as provas das atrocidades que eram cometidas ali. 

Pegamos o ônibus de retorno para Auschwitz I e lá o ônibus para estação central da Cracóvia (MDA). 

Prepare-se: a visita acaba teoricamente cedo, fomos na visita das 10h30min e retornamos às 15h, mas o cansaço emocional é tão grande que não se tem mais ânimo para nada, apenas ir descansar. Então reserve um dia inteiro para a visita. 

Acervo Pessoal

Berlim (4 dias)

Outro lugar que nos surpreendeu foi Berlim! Uma cidade extremamente organizada, bem planejada, com grandes monumentos e com um peso histórico que chega ser um fardo! A cidade é muito moderna, pois foi completamente destruída na 2a guerra e reconstruída nas últimas décadas.

A Alemanha também faz parte da Europa Central, mas ficando na zona do euro e sendo um pouco mais cara que as demais, mas não tanto quanto Viena. 

Optamos também por fazer um Free Tour (sempre são ótimos), pelo menos para se ter uma ideia geral da história e da cidade, para então podermos escolher o que queríamos muito ver, etc.

O Free Tour saiu do Portão de Brandemburgo e percorreu os principais pontos: Pariser Platz, Memorial do Holocausto, o local onde está o bunker onde Hitler passou os últimos dias, Topografia do Terror, Chek Point Charlie, a Universidade Humboldt, entre outros pontos interessantes. O tour teve início às 11h e foi até as 15h, e depois retornamos em alguns pontos que não entramos com o tour, como a Topografia do Terror e o museu do Memorial do Holocausto (este estava fechado, ficamos muito chateados de não ir). 

O memorial do Muro de Berlim e a Eastside Galery também são muito interessantes, para entender a história e como foi o pós-guerra e a guerra fria. Também não deixe de visitar o Parlamento Alemão – o Palácio de Reichstag -, é necessário agendar a visita antecipadamente pelo site oficial (https://www.bundestag.de/besuche/fuehrung), mas é gratuita. Lá, você tem a vista de toda cidade e uma explicação com audioguia em português sobre a história e a construção de diversos monumentos e prédios de Berlim. 

Em Berlim, ficamos hospedados no St. Christopher Mitte. Ótimo hostel, com excelentes instalações, atendimento também em português, com um bar muito bacana com boas promoções de bebidas e comidas! O que comemos de mais típico foram as salsichas de rua. A cerveja não era tão barata assim, acabou não sendo um passeio tão gastronômico como os outros locais, mas abusamos do hambúrguer maravilhoso do hostel e as porções de nachos e batatas! haha

Deixamos o último dia do roteiro para organizar seu retorno. Nós voltamos para Lisboa, mas você pode optar por continuar o passeio em outra cidade, retornar para cidade de origem e de lá pegar seu voo para o Brasil, ou ainda pegar um voo direto (algumas vezes tem boas promoções). 

VALORES

Tentamos fazer uma média com opções de melhor custo-benefício e baseadas em nossa viagem. Você ainda tem opções para deixar esse custo menor, como cozinhar no hostel ou Airbnb, comer em locais mais baratos (abusando do mercadinho), ou ainda visitar mais atrações não pagas (não faltam opções!). Ou, se quiser mais conforto, ou tiver outros objetivos, você pode gastar mais, ficando em hotéis, entrando em mais atrações, etc.

Não esqueça também que os valores podem variar por épocas, sofrer alterações, variar conforme o câmbio das moedas e de acordo com as adaptações que você fizer, portanto, tome esse planejamento como base e não verdade absoluta. Antes de fechar a viagem, faça a sua planilha conferindo os valores e disponibilidades das hospedagens, transportes, atrações e tudo o mais. 

TOTAL DA VIAGEM = 891 EUROS

Como sempre, facilitamos a vida de vocês e colocamos os valores detalhados de cada custo, por cidade e tipo de despesa, nesta planilhinha linda aqui para programar seu roteiro. A planilha já está pré-preenchida com este roteiro, mas você ainda pode editar com outros lugares que pretende visitar, mudar os valores e colocar seu cronograma. No nosso Instagram @qualquerumpodeviajar tem passo a passo da nossa viagem salva nos destaques e vocês podem conferir tudinho na vida real!

Considerando o valor do euro a R$4,50, fazer essa viagem seria o equivalente a R$ 4.010 com os gastos de hospedagem, transporte, alimentação e entradas em atrações turísticas + em média R$3.500,00 em passagem (Brasil + interna para algum destino da Europa Central, que podem ser parceladas em 12 vezes), a viagem sairia no total R$ 7.510. 

No nosso site na página “Planeje sua Viagem” temos muitos outros roteiros prontinhos para você! Não deixe de conferir! Agora que tal #partiueuropacentral?

Gostaram da nossa viagem? Esperamos que sim e esperamos que tenha ajudado vocês a sonharem com mais esse destino, ou ainda mais, ajudado a realizar essa viagem! 

Aproveitem!

Não deixem de nos seguir também no instagram @qualquerumpodeviajar e no YouTube.

Até a próxima viagem!

Abraço, Pati & Lucas

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