Olá pessoal! Aqui estamos nós novamente para trazer um roteiro incrível para inspirar você em sua próxima viagem. Vamos lá?
O destino deste roteiro será o norte da Itália! Somos completamente apaixonados pela Itália e, particularmente, o norte é nossa parte favorita do país. O norte, centro e o sul tem muitas diferenças, tanto nas paisagens, quanto na cultura e pessoas. No norte, as paisagens são incríveis, principalmente os lagos e as montanhas – e a comida e os vinhos, então, nem se fala!
Neste roteiro, fizemos uma mistura de todas a viagens que já fizemos por lá, com um pouco da nossa viagem em fevereiro de 2019 e do período que moramos em Bergamo. Por isso, neste roteiro usamos a cidade de Bergamo como “base” para uma parte da viagem, pois vale a pena fazer bate-volta em algumas cidades, além de ser uma cidade linda e ótima na mobilidade para outros destinos. O tempo que moramos lá adoramos e viajamos bastante!
Consideramos a chegada em Milão. Do Brasil, há diversas opções de passagem, com valor médio na casa dos R$3.000 (muitas companhias parcelam em até 10 ou 12 vezes, e em algumas ocasiões dá pra achar por um valor bem melhor). Para fazer este roteiro, o custo, além da passagem, será em torno de 980 euros com todas as principais despesas inclusas (alimentação, transporte, hospedagem e passeios) por 12 dias: TOTAL MÉDIO DE R$ 7.410 considerando o euro a R$4,50.
Neste roteiro, passaremos por: Milão (1 dia) -> Bergamo / Lago de Iseo (ou Ski em Foppolo) / Brescia (3 dias) -> Lago de Garda (1 dias) -> Verona (1 dia) -> Veneza (1 dia) -> Florença (1 dia) -> São Geminiano e Volterra (1 dia)-> Pisa (meio dia) -> La Spezia / Cinque Terre (meio dia) -> Genova (1 dia e meio) -> Milão (meio dia / retorno). Bora?
ROTEIRO E DICAS
Milão (1 dia)
Milão é conhecida por ser uma das grandes capitais da Europa, o centro da moda e com uma arquitetura singular, que mistura o antigo e o moderno com um grande toque de classe. No aeroporto você pode alugar um carro (falamos melhor disso depois) ou pegar um ônibus para o centro da cidade.
Apesar de ser uma cidade grande, a parte turística de Milão se concentra em uma região “pequena” e a maior parte do passeio pode ser feita a pé – até porque vale a pena pela paisagem e para viver a cidade.
O ponto de referência para iniciar o passeio é a famosa Praça do Duomo, que fica na região central. A partir daí você pode visitar o próprio Duomo de Milão, a Galleria Vittorio Emanuele II e seguindo a rua lateral à catedral você encontrará o quadrilátero da moda. Nestas ruas, dá pra se perder entre lojas, bares, restaurantes e a maravilhosa arquitetura. Siga caminhando por Brera, um dos bairros milaneses mais típicos (onde fica a famosa Pinacoteca di Brera) e vá até a Piazza Gae Aulenti para se surpreender com a modernidade, o prédio mais alto da Itália (Torre Unicredit) e ver o famoso Bosco Verticale, um edifício residencial coberto de plantas.
Retornando para a região do Duomo, vale caminhar pelas Vias Mercanti e Dante, duas das mais importantes de Milão. Nestas ruas há muitas lojas, cafés e restaurantes e ao final está o Castelo Sforzesco, com sua linda praça de entrada e o Parque Sempione ao fundo. Neste momento, provavelmente você estará quase ao final do dia e check, os principais pontos de Milão já estarão na sua lista de visitas concluídas.
Dicas culinárias: não deixe de experimentar os Panzerotti do Luini, muito tradicionais e deliciosos, logo atrás da Galleria Vittorio Emanuele II. Ao final do dia de passeio, você pode aproveitar para sentar e degustar o que os milaneses chamam de “Aperitivo”: é uma espécie de happy hour disponível em vários bares, onde você paga um valor fixo (pode variar de 6 a 15 euros) e pode degustar à vontade um buffet com comidas características e um belo drink, vale a pena!

A Piazza Duomo logo cedo – ótimo assim, sem muitos turistas! 
O famoso Duomo di Milano 
Castelo Sforzesco
Como a ideia é fazer um roteiro que parte de Milão e retorna à Milão, passando por diferentes cidades, pode valer muito a pena (principalmente estando em 2 pessoas ou mais) alugar um carro, não para andar dentro das cidades, mas para se locomover entre elas sem perder tempo. De qualquer forma, caso não seja seu objetivo, é possível realizar este roteiro viajando de trem ou ônibus, apenas alguns lugares talvez devam ser suprimidos, pelo tempo e desgaste da locomoção.
Bergamo (1 dia)
Ah, Bergamo! Somos muito suspeitos para falar dessa cidade, pois foi nossa casa por alguns meses e amamos ela. Indo de carro, de Milão para Bergamo você percorrerá uma distância de 50 km (e 50 min pela Autostrada). De trem, você deverá ir até a Estação Milano Centrale e comprar um passagem para Bergamo – o valor é super acessível (em torno de 5,50 euros) e o tempo é praticamente o mesmo.
Bergamo é uma característica cidade do norte da Itália, com um belo castelo e suas imponentes muralhas, chamando atenção por toda história esculpida em suas ruas e construções. A principal “atração” em Bergamo é andar pelas ruas e vielas, admirando a Cidade Alta, parte antiga da cidade. É uma região com valores mais elevados de hospedagem, então vale a pena pegar um hostel ou Airbnb na “Cidade Baixa” ou outras regiões ao redor da Cidade Alta.
De qualquer forma, o transporte público é muito acessível e tem diversas linhas e horários que levam até o centro da Cidade Alta. Ainda existe a opção de ir até o bondinho (Funicolare) que dá acesso à Cidade Alta e subir por ele (vale muito a vista). É possível subir também pelas escadas ao lado do bondinho sem pagar nada, mas o físico tem que estar preparado – é uma bela subida, em todos os sentidos. Estando lá em cima, divirta-se, toda ruela tem seu charme e de passo em passo você encontra uma praça incrível, uma linda igreja e um delicioso restaurante, mas não deixe de passar pela Piazza Vecchia, a Basílica de Santa Maria Maggiore, o Duomo, o Museu de Ciência Natural, a Torre Cívica e o Castello di San Vigilio (para ir até o castelo você pode pegar um segundo bondinho para economizar tempo e pernas). Uma dica culinária é provar a polenta tradicional da região chamada Taragna com uma salamella bergamasca, um lugar em especial ganhou nosso coração e estômago: o Polentone, vale a pena conferir!

Subida para Cidade Alta pelo Funicolare 
Subida para a Cidade Alta pelas escadas 
Vista da Cidade Alta do Castello di San Vigilio 
Museu de Ciências Naturais 
A polenta taragna no Polentone 
A Catedral de Bergamo
Lago di Iseo ou Foppolo (1 dia)
Nesse terceiro dia de viagem, a nossa dica é sair do tradicional e apreciar a natureza. A escolha do destino vai depender de seu espírito aventureiro ou amor pela natureza em suas diferentes formas. Para ambos os passeios indicamos o aluguel de um carro e fazer um bate e volta de Bergamo, os aluguéis em geral têm um bom preço (chegamos a pagar 7 euros pela diária em alguns casos).
Assim, você pode dar uma bela volta pelo lago, com seus paredões de pedras e lindas praias que mesmo no inverno trazem paisagens incríveis para um piquenique. Ou ainda, se você gosta de aventura e optou por viajar no inverno, pode provar algo bem diferente do que temos no Brasil: ir à Estação de Ski de Foppolo, esquiar ou praticar snowboard. A temporada de Ski geralmente vai de dezembro a março. É uma experiência única e esta estação em particular tem ótimos preços, uma vista linda e é excelente para iniciantes. Só tome cuidado: se tiver uma nevasca muito forte, dirigir na neve sem experiência pode ser um pouco perigoso, quando fomos em fevereiro (2019) a estrada estava livre e não precisamos lidar com essa situação.
Caso você não pretenda alugar um carro, talvez seja melhor aproveitar um pouco mais de Bergamo, pois a locomoção para estes dois lugares é um pouco mais complexa e exigiria mais tempo para fazer os trajetos, talvez fique corrido ou desgastante.

A estação de ski de Foppolo 
A estação de ski de Foppolo 
A estação de ski de Foppolo 
Um lanchinho a beira do Lago di Iseo 
A vista do Lago di Iseo 
Mais um catinho do Lago di Iseo
Brescia (1 dia)
No quarto dia de viagem (e terceiro dia de hospedagem em Bergamo) indicamos um bate-volta de trem para Brescia. É uma cidade muito antiga que ainda tem muito da história do domínio romano – a cidade toda respira história e mostra uma importante evolução da sociedade como governo e até mesmo na parte de construção civil, com belas obras de arte à céu aberto. É um ótimo local para sentar e apreciar uma bela praça e um bom café ou refeição. Além disso, como este roteiro não passa por Roma, Brescia é uma ótima oportunidade para se colocar em contato com a grandiosidade que era o Império Romano.
Não deixe de visitar em Brescia: as principais praças, dentre elas a Piazza della Loggia, Pizza Vittoria e a Piazza Paolo VI (onde fica o Duomo e a La Rotonda – majestosas catedrais da cidade). Seguindo a Via Musei chegamos ao parque arqueológico da cidade, com o Capitolium e mais a frente o Museu de Santa Giulia – ambos valem muito a entrada, o bilhete pode ser comprado como um passe único e guardam a história do poder e governo romano, da igreja, e muito do cotidiano e construções da época, com seus evoluídos sistemas de água e esgoto e uma arquitetura única.
Ah! E se você, assim como nós, ama o automobilismo, Brescia é a cidade onde nasceu a histórica corrida “Mille Miglia” (é onde iniciava e terminava a corrida que, como o próprio nome diz, percorria mil milhas por estradas do norte da Itália) e tem um museu incrível sobre os carros e a história da corrida. Fica um pouco mais afastado do centro, precisa de transporte (ônibus) para chegar lá, mas quem gosta de carros não pode perder!
Para finalizar o dia, prepare o fôlego e suba até o Castelo de Brescia, lindíssimo e com uma bela vista da cidade que vai valer cada degrau da subida!

O Duomo ao fundo e La Rotonda mais a frente 
A cripta da igreja La Rotonda 
Capitolium di Brescia 
O teto da capela do Museu de Santa Giulia 
A entrada do Castello di Brescia
Lago di Garda (1 dia)
No quinto dia da viagem, ao sair de Bergamo logo cedo pela manhã você tem duas opções. A nossa recomendação é, se estiver de carro, seguir para o lago, passando por Desenzano del Garda (mais agitada e badalada, com bons bares e cafés – você pode deixar para tomar o café da manhã por aqui), Sirmione (que parece ter saído de um filme, com sua bela muralha e castelo que guardam uma cidade gracinha com vistas incríveis do lago) e por fim Peschiera Del Garda (particularmente minha preferida -Pati-, foi onde o Lucas me pediu em casamento ao pôr-do-sol).
A outra opção é, se não estiver de carro, ir de trem para Peschiera Del Garda, aproveitar o dia lá, talvez fazer um passeio da barco e ao final do dia já ir para Verona. Caso goste muito do lago, dá para dormir lá e no outro dia cedo visitar mais alguma das cidades (tem ônibus e barcos com diversos horários, que circulam entre elas) e depois partir para Verona.
As pequenas cidades que cercam o lago, com construções históricas, são perfeitas para relaxar um pouco, admirar a vista, comer algo à beira do lago ou tomar um café ou drink curtindo o local e as pessoas que estão com você (ou você mesmo).
As hospedagens na região sul do lado geralmente tem um bom preço fora da época de verão e são muito aconchegantes. Se você dormir por lá, no outro dia dá para aproveitar um pouco mais o lago antes do próximo destino. É uma experiência bem diferente da que temos no Brasil: do lago, é possível ver os Alpes, e as formações rochosas e vegetações são muito características, é uma beleza natural única.

Do Lago di Garda, é possível avistar ao fundo algumas montanhas cheias de neve! 
Ao redor do Lago, é possível encontrar diversos lugares para um belo picnic… 
… ou até tomar um sol e se banhar! 
Peschiera del Garda é linda de dia… 
… e de noite também! 
E Sirmione também não fica atrás!
Verona (1 dia)
No sexto dia de viagem, depois de acordar e aproveitar mais um pouco do Lago di Garda, chegamos à cidade do amor, conhecida pelo famoso romance shakesperiano “Romeu e Julieta”. É uma das cidades mais antigas do norte da Itália, com bastante influência romana, com uma arena muito semelhante ao Coliseu (de Roma), mas em um estado de conservação e restauração ainda mais surpreendente.
Saindo de Peschiera del Garda, fica a cerca de 29km (30 min de carro ou 15 min de trem). Em Verona, você não pode deixar de visitar a Arena de Verona, a Piazza Bra (onde é localizada a arena), dar uma longa caminhada na Via Giuseppe Mazzini com seu chão em mármore e suas inúmeras lojas (um bom lugar para compras, com as principais marcas da Europa e algumas com um preço mais acessível). No final da rua, à esquerda você encontrará a Piazza Delle Erbe, uma delícia para fazer uma bela refeição ou ainda tomar um gelato (mesmo no inverno é algo que vale a pena na Itália), e nela encontramos também a bela Torre dei Lamberti. À direita, você chegará na suposta casa da Julieta, com seu romântico balcão e ainda o muro das lamentações (haha) dos pedidos para encontrar um amor perfeito. Neste mesmo local há a famosa estátua da dita, que dizem que se tocado o seio direito você terá sorte no amor (não custa tentar!). Tudo isso dá pra fazer em um dia e, por questões de economia, vale dormir em Verona para no outro dia visitar Veneza.

A grandiosa Arena di Verona 
Seguindo as tradições na estátua da Julieta
Veneza (1 dia)
Não perca as contas: estamos no sétimo dia de viagem. De Verona para Veneza são 116km (1h30min), se for de carro, você terá que deixá-lo nos estacionamentos próprios ao redor da cidade (afinal, não existem ruas em Veneza) e pegar um ônibus até a entrada da cidade. De trem, você já descerá ali, se optar por ir até a estação de Santa Lucia. De lá, você pode ir até o centro da cidade através do Vaporetto (o barco que passa pelo canal principal) ou ir caminhando (nosso favorito).
Veneza é conhecida pelos lindíssimos canais que percorrem a cidade, que fazem a vez das ruas. É uma cidade relativamente pequena e tudo pode ser feito a pé ou, no jeito mais romântico de ser, de gôndola. É conhecida também por suas inundações (“acqua alta”) que muitas vezes trazem o caos para moradores e turistas, então sempre antes de ir é importante checar o período e a previsão de cheias. Eu (Pati) já fui em uma inundação e não indico nem um pouco! É um roteiro rápido, um dia é o suficiente para visitar os principais pontos e sentir um pouco do que Veneza tem para proporcionar.
Você não pode perder em Veneza: a Piazza San Marco, a Basílica de San Marco, o Palácio Ducal, a Ponte Rialto e o Grand Canal. Hospedar-se em Veneza é um tanto complexo, tanto pela concorrência de vagas nos hotéis e hostels, quanto pelo valor um tanto elevado, consideramos uma das cidades mais caras da Itália neste quesito. Por isso, ao final do dia, partimos para Florença! A viagem será um pouco mais longa, por isso não deixe ficar tarde demais.
Florença (1 dia)
No oitavo dia, acordamos em Florença – ou, “italianamente” falando: Firenze! Outra velha senhora da Itália, cheia de charme e história, fica a 3h de Veneza. É a “capital” da Toscana e conhecida por ser o berço renascentista, com muitas obras de arte e arquitetura no estilo, abrigando obras de estimados artistas como Da Vinci e Michelangelo.
Como dedicamos 1 dia do roteiro para esta cidade (um tanto rápido pelas belezas e atrações da cidade), demos prioridade à atrações externas, mas caso você ame arte e museus pode optar por visitá-los ao invés de rodar pela cidade (ou ficar um diazinho a mais). Você pode se hospedar nas redondezas da cidade, não precisa se preocupar em ficar no centro. Fora da parte turística, os preços são melhores e o transporte funciona muito bem. Na nossa última ida à Florença, ficamos em um camping ótimo que tinha um ônibus que por 3 euros nos deixava e buscava na entrada da cidade, em apenas 10 minutos – vale a economia.
Você pode chegar pela Ponte Vecchio, lindíssima, e um dos mais famosos cartões postais de Florença, com suas lojas de ouro e preciosidades, depois seguir para a Piazza San Giovanni, que abriga a imponente catedral Santa Maria del Fiore (ou Duomo di Firenze), uma gigante no meio da cidade. Depois, pegando a Via de Calzaioli, uma das ruas mais elegantes de Florença, você vai diretamente do Duomo para a Piazza della Signoria, onde está o Palazzo Vecchio. Por fim, indicamos finalizar esse dia incrível na Piazzale Michelangelo que fica na parte mais alta da cidade (depois de Bergamo, essa subida é mamão com açúcar). Pode-se fazer a pé mesmo, e lá de cima dá para ver toda a cidade que é cortada pelo rio Arno.
Uma dica culinária é visitar os mercados, como o Mercado de San Lorenzo e o Mercado de Sant’Ambrogiol – você encontra delícias típicas com valores acessíveis. Ou ainda, faça como nós, buscamos sempre no Google os restaurantes cotados com apenas uma cifra ($) e populares. Assim, você pode dar a sorte de experimentar a comida diária dos residentes e ainda economizar!

Ponte Vecchio e o Rio Arno 
Firenze vista de cima 
A fachada da catedral Santa Maria del Fiore
San Gimignano e Volterra (1 dia)
Dia 9 e chegou a hora de conhecer a verdadeira Toscana! Um passeio por San Gimignano e Volterra, para nós, é uma das melhores maneiras para resumir em apenas um dia o que é essa região maravilhosa da Itália. Para fazer esse passeio, sugerimos um bate-volta de Florença, pois as cidades são pequenas e se hospedar tende a ser um pouco mais custoso. Também, ficam próximas a Florença e um bate e volta ainda não se torna aquele passeio cansativo. Esse passeio costuma ser ainda mais agradável de carro (e vamos abordar mais essa opção), mas se você está fazendo o roteiro por conta própria, você pode ir apenas para San Gimignano, para onde é mais fácil encontrar ônibus disponíveis.
Saindo de Florença de carro ao início da manhã, a primeira cidade a visitarmos é Volterra, que fica à 81km (1h) – e o caminho já é de encher os olhos. Cidadezinha típica da Toscana, marcada pelos campos e caminhos bem desenhados, com construções de coloração amarronzada e um toque medieval, Volterra fica em uma colina de 450 metros de altura, portanto, a vista é belíssima. A dica na cidade é desbravar, andando pelo centro medieval que desemboca em diferentes praças com estilos romanos. Não deixe de provar a culinária local, o formaggio (queijo) delle balze volterrane e a famosa cecina (parece uma massa de pizza cozida). Vale almoçar pela cidade e comer algum prato típico (eu – Pati – adoro a zuppa volterrana, uma sopa de legumes e vegetais).
Saindo de Volterra, à 31 km (30min) chegamos em San Gimignano, famosa também por ser a casa do melhor sorvete do mundo, que você não pode deixar de provar – quem o faz é a Gelateria Dondoli, na praça principal da cidade, a Piazza della Cisterna. San Gimignano também fica em uma colina, ou seja, a vista dos campos da Toscana é belíssima! É cercada por uma muralha e sua entrada principal se dá pela Porta San Giovanni. Você deve estacionar o carro do lado de fora (os estacionamentos são muitos, não é difícil encontrar vaga e, apesar de pagos, o valor é bem baixo), e seguir pela via principal, cheia de lojinhas de souvenirs, bares e restaurantes, e ir até a praça do sorvete (haha assim fica fácil lembrar, né?). Ao lado da Piazza della Cisterna tem uma pequena viela que leva à praça do Duomo (sim, a esta altura da sua viagem pela Itália você já percebeu que toda cidade italiana tem um Duomo).
San Gimignano também é cheia de pequenos museus e construções históricas. Em geral são atrações pagas, com entradas variando entre os 5 e 18 euros – mas como a visita desta vez é rápida aconselhamos a visitar a cidade do “lado de fora” e desfrutar da beleza da cidade e suas paisagens. Outro local muito legal é onde ficavam as fontes públicas da época medieval – tem indicações pela cidade, mas basicamente é sair da praça do Duomo pela via San Matteo, descer a escadaria e ao final dela estarão as fontes.

Volterra 
Volterra, suas construções monocromáticas… 
… e muita paisagem linda! 
San Gimignano e a vista a partir da cidade 
O famoso gelato da Gelateria Dondoli! 
San Gimignano também é cheia de torres!
Depois, seguimos de volta pra Florença. Aproveite para descansar bem e dormir cedo, pois o próximo dia promete!
Pisa e Cinque Terre (1 dia)
Décimo dia de viagem e, como dizem nossas mães, Deus ajuda quem cedo madruga! Neste dia, é melhor acordar bem cedo para que ele renda. Se você estiver sem carro, talvez seja melhor aproveitar mais um dia em Florença e no final do dia ir direto para Genova, ou ainda ir apenas para um dos destinos, pois o deslocamento de ônibus e trem pode levar muito tempo e ser desgastante – mas nada é impossível para um viajante!
De carro, é só acordar cedinho, de Florença para Pisa a distância é de 100km (1h30min). Pisa acaba tendo suas atrações principais bem localizadas no centro, portanto você consegue estacionar perto e em 2h é possível visitar a famosa Torre di Pisa (não se sinta acanhado em tirar aquela fotinho “segurando” a torre), a Duomo, a praça principal e ainda tomar um cafezinho admirando as belas ruas e suas construções. O ideal é chegar antes das 9h (assim, você evita um pouco o excesso de turistas) e depois seguir para La Spezia.

Pisa: Battistero di San Giovanni, o Duomo e a Torre Pendente! 
Pisa 
Deste ângulo, dá pra se ter uma ideia de como a Torre é inclinada!
A distância de Pisa até La Spezia é de 77 km (1h) e de lá você vai pegar o trem que leva às coloridas cidades de Cinque Terre, uma das regiões litorâneas mais bonitas da Itália – que para muitos brasileiros acaba passando despercebida. Mesmo se você estiver de carro, é melhor estacionar na estação de La Spezia e ir de trem para Cinque Terre, pois entrar nas cidadezinhas de carro é bastante complexo – e o trem é super eficiente. Indicamos ir primeiro para Rio Maggiore e depois, dependendo do tempo, ir andando mais 1 estação, mais 1 e ir conhecendo as demais cidades.

Rio Maggiore 
Rio Maggiore 
Rio Maggiore 
Nas Cinque Terre, por conta do relevo acidentado, muitas vezes as “ruas” são substituídas por escadas! 
Mas subí-las traz vistas recompensadoras! 
Aqui dá pra ver um pouquinho dos cultivos locais nos jardins e quintais das casas
As Cinque Terre não têm muito segredo, são lindas cidadezinhas bem pequenas onde o legal é andar pelas ruas, ver as vistas de tirar o fôlego e entender um pouco mais da cultura por meio da paisagem: no final das contas, são vilas que vivem de plantações em seus paredões de pedra e da pesca. No verão, um espaço na areia das praias é mais concorrido, mas se banhar naquelas águas vale a pena. Ao final do dia, basta retornar à estação de La Spezia (pegando o sentido de retorno do trem), pegar o carro ou o trem, seguir viagem para Genova e dormir. Você pode passar no mercado, preparar aquela marmita de sanduíches para ganhar tempo no caminho e não precisar parar para se alimentar.
Genova (1 dia)
Dia 11, e nossa viagem pelo norte da Itália está chegando ao fim. Genova é uma cidade portuária, capital da Ligúria, com um ar tipicamente litorâneo e um porto gigantesco. É uma cidade um tanto quanto mais “espalhada” em termos de turismo, dividida entre o centro velho e a nova Gênova, vale a pena usar o transporte público ou, se você é amante de grandes caminhadas, esse é o lugar!
Para otimizar o passeio, divida por regiões: faça o centro histórico, passando pelo Palácio Spinola e Palácio Ducal, caminhe pela via Garibaldi e não deixe ao final de ver a Catedral de São Lourenço. Depois disso, desça em direção ao porto – nele você encontrará, além de lindíssimas embarcações, o Aquário de Gênova, um dos maiores da Europa. O valor da entrada no Aquário é um tanto salgada, mas vale a visita, é belíssimo e com um grande número de espécies, além de ser um dos únicos que possuem golfinhos.
Se você gostava das aulas de história na escola, fica uma dica: em Gênova, fica a casa onde nasceu e e viveu Cristóvão Colombo, e ela fica aberta à visitação por 3 euros (é bem pequenina, não se frustre, talvez tenham que entrar 2 pessoas de cada vez, haha).

Genova vista de um de seus mirantes 
A casa de Cristóvão Colombo 
O Galeone Neptune, uma réplica dos navios de guerra do século XVII e que pode ser visitado em Genova 
Castello d’Albertis 
Pôr-do-sol do Castello d’Albertis 
O aquário de Gênova e seus golfinhos
Para a noite do último dia, escolha um dos ótimos bares ou restaurantes da cidade para apreciar a maravilhosa culinária local – e quem sabe já começar a planejar a próxima viagem!
Milão (retorno)
Bem, deixamos este 12º dia no roteiro como uma “gordurinha”. O roteiro foi corrido, então você pode optar por descansar um pouco antes de voltar para Milão, colocar esse dia a mais no “meio” dia viagem para relaxar um pouco, ou até ir antes para Milão e descansar por lá. Na prática, é possível conhecer tudo o que mostramos aqui em uma viagem de 11 dias cheios, mas talvez fique um pouco cansativo e exija bastante disciplina para cumprir o roteiro.
A distância entre Milão e Genova é de 144km (2h). De volta à Milão, dependendo de como estiverem seus planos para voltar pra casa (ou para embarcar para o próximo destino), caso ainda queira aproveitar, você pode dar uma volta por algum lugar que você tenha gostado mais ou gastar os últimos euros fazendo aquelas comprinhas.
VALORES
Tentamos fazer uma média com opções de melhor custo benefício, e consideramos os gastos de carro divididos em 4 pessoas, mas você pode gastar muito menos se optar por opções mais baratas, como cozinhar no hostel ou Airbnb, comer em locais mais baratos (mercados e barracas de rua são ótimos, sem perder a culinária local) e fazer piqueniques, ou ainda visitar mais atrações não pagas (não faltam opções!), assim como pode gastar muito mais do que os valores que estamos mostrando aqui.
Os valores também podem variar por épocas, sofrer alterações e de acordo com as adaptações que você pode fazer, entradas a mais nas atrações, restaurantes mais caros, etc. Então, tome esse planejamento como base e não verdade absoluta, antes de fechar a viagem faça a sua planilha conferindo os valores e disponibilidades das hospedagens, transportes, aluguéis, atrações e tudo o mais.
Consideramos 2 opções, uma alugando um carro e outra se locomovendo apenas de transporte público.
TOTAL COM CARRO = 980 EUROS
TOTAL SEM CARRO = 1.043 EUROSComo no post sobre Portugal, colocamos também o valor detalhado de cada custo, por cidade e tipo de despesa, nesta planilha esperta aqui para programar seu roteiro, este já está lá, mas você pode ir incrementando os lugares que pretende visitar, valores e cronograma.
No nosso site na página “Planeje sua Viagem” temos muitos outros roteiros prontinhos para você! Não deixe de conferir! Agora que tal #partiuviagem?
Considerando o valor do euro a R$4,50, fazer essa viagem seria o equivalente a R$ 4.410 com os gastos de hospedagem, transporte, alimentação e entradas em atrações turísticas + em média R$3.000,00 em passagem (que pode ser parcelada em 12 vezes), a viagem sairia no total R$ 7.410.
Em agências de viagem encontramos apenas pacotes de no máximo 7 dias com as passagens aéreas, mas sem a alimentação (apenas café da manhã), com passagem em apenas 5 cidades e sem as entradas nas atrações, por valores a partir de R$ 7.200,00.
Com essa economia e esse valor fica mais fácil realizar o sonho italiano, não? Outra dica é que o roteiro pode ser ampliado para outros países, ou ainda estendê-lo para o sul da Itália, conhecendo Roma, Napoli entre outras cidades. Em breve colocamos o roteiro do sul, quem sabe você se anima também? Não deixe de nos seguir no instagram, lá sempre colocamos alguns detalhes, dicas e curiosidades sobre as cidades dos roteiros!
Ah! E sobre a língua, muitos nos perguntam, “não tiveram dificuldades?” “Eles falam inglês?” Sinceramente o inglês é bem restrito no norte (nas cidades maiores e locais específicos falam, mas maioria não), mas não se preocupe, eles recebem muito bem qualquer um que tente se comunicar, seja jogando um português, fazendo uma mímica, apontando, etc. Além de o google tradutor ajudar bastante em algumas questões. Jogue-se! Quem sabe não volta arranhando um italiano! Haha! Vai por mim, a língua não será um problema, nem na imigração, nem durante seu passeio.
O que acharam dessa viagem? Vão achar ainda mais sensacional vivendo e vendo tudo isso pessoalmente, a Itália me surpreende a cada viagem, tudo parece saído de um filme. Então o que estão esperando para pôr o planejamento em prática?
Aproveitem! #partiuitalia
Não deixem de nos seguir também no @qualquerumpodeviajar e no YouTube.
Até a próxima viagem!
Abraço, Pati & Lucas
